95% do tempo no problema
Mesmo que não tenha sido Einstein que disse
Existe uma frase atribuída a Einstein na qual ele conclui que se lhe fosse dada uma hora para resolver um problema, e disso dependesse sua vida, ele passaria 55 minutos pensando sobre o problema.
Meu líder à época usava uma variação da frase na qual o mesmo tempo era dado para cortar uma árvore, e para isso, ficaríamos 55 minutos amolando o machado para a tarefa.
Eu duvido que a primeira tenha sido por Einstein, mas a lógica, independentemente de quem a criou, é verdadeira. Trabalhando com design de produto em um ambiente de softwarehouse, onde há diversos produtos na esteira, fica fácil notar que, quanto maior é a disposição (e orçamento, é claro) dos envolvidos em aprofundar no problema, menor é o tempo para o produto ou feature ser lançada.
Mas durante o processo parece que vai ser o contrário. O projeto com menos espaço para enquadramento do problema, logo passa para prototipação e depois para desenvolvimento. Enquanto outro projeto ainda está em reuniões e conversas com usuários. Porém, lá na frente o cenário se inverte; a solução que antes era rápida precisa de mais iterações, há débito técnico se acumulando, insatisfação, inconsistências e atrasos. O projeto que iniciou devagar, flui melhor, mais consistente e as iterações geralmente impactam melhor no produto.
É o conhecido custo de mudança, ou custo de mudança tardia visto na prática.


